quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

A palavra que não se traduz

Desde muito pequena este sentimento já habitava em mim.
Me lembro que comecei a sentir saudade por volta dos 5 anos...
E não parei mais. Saudade... esta palavra de som melodioso,
sem paralelo em outras línguas. Não existe tradução para ela.
É uma palavra ímpar, que se faz mágica.
O educador Rubem Alves foi quem a definiu melhor: " Saudade é a dor
que se sente quando se percebe a distância que existe entre sonho
e realidade ". Pare e pense. Não é isto que você sente quando sente
saudade ? A gente sonha com a presença mas o que temos é a dor da
ausência. Perfeito Rubem. Penso que ninguém faria melhor.
E foi exatamente isso que senti ontem a noite. Uma saudade imensa
de meu filho Gabriel. Ele não mora mais conosco. Há três anos vive a aventura de morar sozinho... foi estudar na capital. Quando ele se mudou, disse-lhe que iria sentir muitas saudades dele e  ele me respondeu o seguinte:
" Poxa mãe... nós vivemos juntos por 18 anos, não tá bom não???? "
Todos nós que somos pais e mães sabemos bem a resposta...
Porque mesmo entendendo que nossos filhos precisam voar, nós os
desejamos sempre por perto. Fica o consolo de que se preciso for,
eles retornam ao ninho, mesmo que por pouco tempo.
Agora ele vive suas conquistas, aquelas que fazemos ao ingressar no
mundo dos adultos... Vai meu filho, segue em frente. Conquiste, erre,
acerte, emocione-se, emocione, viva a independência que você aprendeu e que eu tanto admiro.
E se precisar, você já sabe... é só ligar que a gente fica perto outra vez.
     Eu e Gabriel - verão de 96

7 comentários:

Myrian disse...

Norma, que lindo! Quase chorei lendo suas palavras.
Vendo o seu blog me senti em Friburgo, pertinho de você. Você sabe como eu gosto de estar aí...
Também tive surpresa: não sabia que minha afilhadinha "Cat" se chamava Catarina... Que nome lindo!
Adorei tudo! Parabéns! Beijocas.

Aninha Santos disse...

Norma, ai que delicia ler suas palavras...emocionates....
Venha conhecer meu cajueiro de perto sim, estarei esperando por vc, será um prazer...cheiro querida

Ana Maria ( Jeito de Casa ) disse...

oi Norma

Fiquei emocionada...sei bem com é , já vai fazer um ano que o GU saiu de casa, ( em março) mas um ano da faculdade esta acabando...
e ainda tenho a filha em casa, mas o meu sentimento de tristeza não foi pela ocasião, mas sim de imaginar de que depois talvez dificilmente ela more em casa novamente...
A vida passa rápido, e vamos aprendendo..agora semana que vem ela volta pra casa..e vou ser maezona de novo...
Bjus pra ti e teu filhote!!!
imaginei que teu filho era menor..kkk

Anna Rachel disse...

Querida, ainda não tenho filhos... e estou 'lutando' para q deus permita a cegonha fazer minha entrega, mas imagino q o dia q chegar o momento de 'libertação' vou sentir tanto qto vc!!
Acho q minha mãe é a única q conheço q não sentiu a tal... Síndrome do ninho vazio qdo saí de Friburgo para morar no RJ aos 17 anos. Talvez não tenha ocorrido pq meus irmãos ficaram por lá preenchendo o espaço. hssss. Sei lá!!
Ao ler seu post senti no fundo do coração o seu pesar, mas não fique triste pq ele SEMPRE voltará e nós... estamos por aqui para preencher o vazio!!!
Bjs no coração.

Gabriel e Marcel disse...

Gostei muito do blog, mãe! parabéns!

O post sobre mim ficou ótimo!

Te amo!

Clara disse...

O blog está uma delícia tia norma! sua cara..
e essa foto do petinho? já salvei!!
continue escrevendo, faz um bem né??

boa sorte! e me espere nessa "casinha branca com varanda" nessas ferias porque eu to chegaaando!

Tina Bau Couto disse...

Linda foto, lindo texto.
Isso foi em 2010 e agora dois anos depois vc sentiu e está sentindo uma nova saudade e assim é que é a vida de pais e mães, damos a eles raízes e asas, rezando para façam bom uso e sejam felizes.