Eu a Malvino estamos ajeitando o apartamento em que vamos morar aqui no Rio.
Ainda tem muito trabalho pela frente e depois que as instalações de alguns ítens ficarem prontas, iremos à Nova Friburgo para trazer alguns móveis, pertences, umas plantinhas e nossos gatinhos. A Upa não virá porque não tem como mantê-la bem num apto pequeno com mais 2 gatos. Vamos encontrar um amigo para adotá-la e essa tarefa não será nada fácil. Mas estamos confiantes de que isso também vai se ajeitar. É uma sensação muito estranha ir para sua casa sabendo que não é mais para ficar...ainda não me acostumei com a ideia e fico pensando como será que tudo isso vai se dar. Ver a cidade tentando se erguer, os amigos queridos que sofreram e sofrem com tudo isso, ver a casa que talvez já estampe um ar de abandono...as plantinhas também sofridas e certamente ressecadas.
Estou me preparando para ir e pedindo a Deus Pai que me ajude a encarar TUDO com leveza e coragem. Quando chegarmos lá, teremos muito trabalho para selecionar os ítens que serão trazidos na mudança e estar ocupada faz o tempo passar mais depressa. É estranho porque ao mesmo tempo que tenho saudades de nossa casa, nossa vida , não quero estar lá. Certamente porque " nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia "...
E essa certeza é que gera o desconforto, pois é como se o lugar que moramos por tantos anos não existisse mais. As pessoas falam que não é nada disso, que a cidade está lá do mesmo jeito, está se reerguendo e etc... mas dentro de nós sabemos que não é verdade. É uma coisa visceral de difícil explicação. Poucos até o momento conseguem nos entender. Bem, esta é uma postagem de desabafo porque na falta de minha terapeuta, hoje recorro a vocês. É muito bom saber que existe do outro lado desta tela olhares atentos e amorosos que estarão sempre prontos para nos amparar. Obrigada, obrigada e obrigada.
praia de copacabana as 9 h da manhã.
bjos.